Juízes

JUÍZES/SÍNTESE

O título do livro dos Juízes provavelmente foi sugerido pelo versículo 16 do capítulo 2, que diz:”Suscitou o Senhor juízes, que os livraram da mão dos que os pilharam.” Os juízes eram pessoas cheias do Espírito Santo, que em épocas de emergência nacional conduziram o povo à guerra, e depois de libertá-los da opressão estrangeira, continuavam dirigindo os destinos da nação na paz. Exerciam as funções de magistrados militares e civis.
Mediante convite feito a duas tribos ou mais para realizar uma ação conjunta, vários dos juízes prepararam o caminho para a união das doze tribos na futura monarquia.
Na tríplice divisão da Bíblia hebraica – lei, profetas e escritos – o livro dos Juízes acha-se entre os profetas.
O livro dos Juízes contém a história dos treze juízes que governaram Israel desde a morte de Josué até à época de Eli e Samuel. É possível que alguns dos juízes tenham governado simultaneamente em diferentes regiões. O livro dos Juízes abrange um período de aproximadamente 400 anos.
Juízes é um livro valioso pelas provas históricas que apresenta sobre o desenvolvimento da religião de Israel durante os primeiros anos da conquista. O livro abrange períodos de transição que se iniciam com a vida incerta e desintegrada das tribos, até organizar-se uma federação que, finalmente, culminou na formação da monarquia. As lutas intestinas das diversas tribos, com seus problemas individuais, no meio de uma população estrangeira, são vistas com maior clareza nos Juízes do que no Pentateuco ou em Josué.
Conquanto profetas posteriores tenham feito apelo mais vigoroso, à consciência do homem, o livro dos Juízes nos apresenta uma filosofia da história que demanda a atenção do crente moderno. O descuido das ordenanças do Senhor e a adoração de deuses falsos conduzem ao castigo, ao passo que o arrependimento sincero proporciona o favor divino. O fato de que Deus trata com a nação em face da atitude desta para com as leis morais divinas, merece hoje nossa consideração.

AUTOR

Na ausência de informação precisa, várias sugestões têm sido apresentadas com respeito ao autor do livro dos Juízes. A opinião mais aceita é que Samuel, além de seu cargo de profeta ou vidente, compilou o livro. A época em que foi escrito este livro pode ter sido durante sua retirada da vida pública. A evidência interna insinua que o livro já estava em circulação antes de Davi conquistar Jerusalém. Sem dúvida alguma, o escritor empregou anais escritos deixados por juízes anteriores, relativos à época e aos acontecimentos de seu respectivo governo.

Fred E. Young
Doutor em Filosofia e Letras

Josué

JOSUÉ/SÍNTESE

O livro de Josué é a continuação, poderíamos dizer, do Pentateuco. Moisés morreu na terra de Moabe, contemplando a terra prometida. A Josué, seu sucessor, coube a missão de dirigir o povo de Israel através do Jordão e na terra prometida. A maior parte do livro descreve a conquista de Canaã e a divisão da terra entre as tribos de Israel. Depois da queda de Jericó e de Ai, e da capitulação de Gibeon, na região central de Canaã, Josué teve de enfrentar duas coligações sucessivas de estados cananeus, uma na região meridional capitaneada pelo rei de Jerusalém, e a outra no norte, sob as ordens de Jabim em Hazor. Contando com a ajuda divina Josué pôde conquistar tanto o sul como o norte, e distribuir a terra entre as tribos. Contudo, formaram-se bolsões de resistência, e cada uma das tribos teve a responsabilidade de ocupar a terra que lhe foi designada. O Livro de Josué registra a história de Israel desde a nomeação de Josué como sucessor de Moisés até sua morte aos 110 anos de idade.

AUTOR

O título do livro indica que Josué é seu personagem principal. O livro em si mesmo é anônimo, embora exista sólida evidência interna de que foi escrito por uma testemunha ocular dos muitos acontecimentos aí descritos. Em sua forma atual, porém, o livro é posterior a Josué, cuja morte registra. A conquista de Debir por Otniel e de Laís pelos danitas ocorreu depois da morte de Josué.
O livro talvez tenha sido escrito por um dos “anciãos que ainda sobreviveram” depois de Josué, que empregou o material escrito pelo próprio Josué (24:26; leia também 24:1-25).

Charles F. Pfeiffer
Doutor em Filosofia e Letras

Deuteronômio

DEUTERONÔMIO/SÍNTESE

O nome do livro de Deuteronômio, ou “segunda lei”, sugere sua natureza e propósito. Figura, segundo consta em nossas Bíblias, como o último dos cinco livros de Moisés, fazendo um resumo e pondo em relevo a mensagem que os quatro livros precedentes contém. Não significa isto que se trata de mera repetição do que ficou dito anteriormente. Sem dúvida, Deuteronômio faz parte dos acontecimentos históricos que se deram previamente, em particular no Êxodo e em Números. Contudo vai além destes relatos visto que os interpreta e os adapta.
Através deste livro, os acontecimentos estão repletos de significado. Moisés proporciona-nos bastante história; mas em quase todos os casos relaciona os acontecimentos com a lição espiritual que sublinham. Toma a legislação que Deus dera a Israel havia quase 40 anos, e adapta-se às condições de vida da coletividade na terra para a qual Israel se mudaria em breve.
Quando este livro foi escrito, a nação de Israel se encontrava na terra de Moabe, ao leste do rio Jordão e do mar Morto. Numa oportunidade anterior, Israel havia falhado, por falta de fé, ao não entrar na Palestina. Agora, 38 anos depois, Moisés reúne o povo escolhido e procura infundir-lhe fé que capacitará a avançar em obediência. Diante deles está a herança. Os perigos, visíveis e invisíveis, jazem além. Acompanha-os se Deus, a quem chegaram a conhecer melhor durante suas experiências na penísula do Sinai, penísula deserta e escarpada. Moisés compreende, corretamente, que os maiores perigos que os assediam estão na esfera da vida espiritual; sendo assim, sua mensagem acentua o aspecto espiritual. O Senhor Deus deles, é o único Senhor; foi ele quem os libertou da escravidão. Deu-lhes a lei. Selou uma aliança com eles. São o seu povo. O Senhor exige devoção e adoração exclusivas. Seus caminhos são conhecidos do povo. Mediante longa experiência, Israel aprendeu que o Senhor honra a obediência e castiga a transgressão. Agora, em um novo sentido, Israel age por sua própria conta, sob a direção do Senhor e em sua própria casa.
O livro abrange toda uma gama de perguntas que surgem desta nova fase da vida de Israel. Sua atitude para com o Senhor é, naturalmente, o principal problema. Moisés, com toda a diligência de que é capaz, convida Israel a confiar de todo o coração no Senhor, e a fazer das leis divinas a força diretriz de suas vidas. Esta lei, se obedecida, infundirá vida e fará que os israelitas sejam povo destacado entre todas as nações. Receberão bênçãos, e as nações reconhecerão que seu Deus é Senhor. Porém, se Israel imitar a conduta das nações vizinhas, esquecendo-se de seu Deus, então sobrevirá a aflição, e finalmente será espalhada entre os povos.
Através do livro todo acentua-se a fé somada a obediência. Em um sentido verdadeiro, esta é a chave do livro.

AUTOR
Nas páginas do livro de Deuteronômio se declara que Moisés é o autor dos discursos que abrangem a maior parte da obra. É evidente que a narrativa de sua morte, que consta do final do livro, foi escrita por outro autor, mui provavelmente Josué. Daí que é inteiramente apropriado referir-se a Deuteronômio como o quinto livro de Moisés.

Harold B. Kuhn
Doutor em Filosofia e Letras

Números

NÚMEROS/SÍNTESE

O livro de Números deriva seu nome em nossas Bíblias em português, como nas versões latina e grego, dos dois censos nele narrados. Em realidade, o livro forma uma divisão de um conjunto maior, o Pentaceuco. Entre os escribas judeus ele era conhecido principalmente pelo nome de “no deserto”, que em hebraico é uma só palavra, “bemidbar”, título tomado do primeiro versículo. É um título apropriado, de vez que o tema do livro gira em torno das vicissitudes e vitórias do povo de Israel desde o dia em que deixou a zona zul do Sinai até chegar às fronteiras da Terra Prometida.
O livro de Números parece, às vezes, constituir uma coleção não muito estruturada de informações, narrativas e rituais ou lei civil. Contudo, estas informações são sempre pertinentes à história, ao passo que os pronunciamentos legais surgem, com frequência, das exigências da situação na vida, tal como a autorização para celebrar uma páscoa especial (9:1-14) em circunstâncias que impediam a observância da páscoa regular; ou o pedido das filhas de Zelofeade (27:1-11) cujo resultado foi que Deus estabeleceu medidas para a herança das filhas quando não houver filho sobrevivente.
No aspecto histórico, o livro de Números começa onde termina o Êxodo, dando lugar necessariamente às seções de narrativas dispersas de Levítico. Abrange um período de aproximadamente 40 anos na história da caminhada de Israel sobre a Palestina. Conquanto estes anos descrevam, em geral, a peregrinação, é evidente que o povo residiu ao sul de Canaã, principalmente na zona conhecida como o Neguebe, não muito distante de Cades- Barnéia, durante 37 anos. No decorrer desse período, o tabernáculo foi o ponto central tanto da vida civil como da religiosa, visto como era aqui onde Moisés exercia suas funções administrativas. Presume-se que o povo seguia os costumes dos povos nômades, vivendo em tendas e apascentando os rebanhos nas estepes semi-áridas. Nestas circunstâncias, o povo necessitava da provisão especial divina de alimentos e água.
No livro de Números, Deus é apresentado como um soberano que exige absoluta obediência à sua santa vontade, mas que também demonstra misericórdia ao penitente e obediente. Assim como o pai educa e castiga os filhos. Deus dirige a Israel, seu povo amado. Escolhe entender-se com o homem servindo-se de mediadores. Destes, Moisés é único, embora outros talvez estejam dotados de dons proféticos e até mesmo um pagão, Balaão, pode ser usado, visto como Deus é o Deus dos espíritos e de toda a carne.
No Novo Testamento se encontram diversas referências ao livro de Números, em que o livramento do Egito é considerado como modelo terreno da redenção eterna. Afirma-se que as experiências no deserto estão registradas para nossa admoestação (I Coríntios 10:11). Nosso Senhor Jesus Cristo referiu-se ao incidente da serpente de bronze como ilustração da forma em que ele próprio será levantado a fim de que os que crêem nele não pereçam mas tenham a vida eterna.

AUTOR
Tanto judeus como cristãos tradicionalmente têm considerado Moisés o autor do livro de Números. Considerando que o período mosaico é, quando menos, de 1300 anos antes de Cristo, o livro, em sua forma atual, passou por muitas mãos, e mesmo no hebraico tem sido transcrito de um tipo de escritura para outro. Sem dúvida, existem aqui e acolá adições redatoriais. Expoentes extremos da crítica literária têm procurado negar que Moisés pudesse ter escrito qualquer parte do livro, e têm procurado dividi-lo em documentos que datam de períodos diferentes da história de Israel. Todavia, os descobrimentos arqueológicos têm demonstrado a antiguidade das leis, das instituições e das condições de vida descritas no livro de Números. A opinião de que o livro de Números procede da pena de Moisés e do período no qual ele viveu é apoiada, também, pela profunda veneração que os judeus tinham por Moisés e pelos escritos sagrados a ele atribuidos.

David W. Kerr
Mestre em Teologia

Levítico

LEVÍTICO/SÍNTESE

Conforme diz o nome, Lévitico, o terceiro livro de Moisés ressalta a função dos sacerdotes de Israel, membros da tribo de Levi aos quais Deus escolheu para prestar serviços em seu santuário (Deuteronômio 10:8). Portanto, muitos crentes pensam que o Levítico é uma espécie de manual técnico que orientava os antigos sacerdotes nos pormenores das cerimônias que o povo de Deus já deixou de observar, e por isso mesmo, o Levítico é hoje o menos prezado dos livros do Pentateuco. Contudo, devemos afirmar que sua mensagem estava dirigida originariamente a todos os crentes (Levítico 1:2), e suas verdades continuam sendo de principal significado para o povo de Deus, visto que o Levítico contitui a primeira revelação pormenorizada do tema vivo do Grande Livro em geral, isto é, a revelação da forma mediante a qual Deus restaura o homem perdido. Tanto a atividade redentora de Deus como a conduta do homem que se apropria de tal redenção se acham resumiddas no versículo-chave, que diz: “Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus “(20:26).
A fim de realizar a salvação e restaurar o homem ao seio de seu Criador, é preciso prover um meio de acesso a Deus. A primeira metade do Levítico (capítulos 1 a 16) apresenta-nos, assim, uma série de medidas de caráter religioso que representam a forma mediante a qual Deus redime os perdidos, separando-os de seus pecados e suas consequências. Os diversos sacrifícios (capítulos 1 a 7) eram figuras, por assim dizer, da morte de Cristo no Calvário, onde aquele que não tinha pecados sofria a ira de Deus em nosso lugar, para que pudéssemos ser salvos de nossa culpa (II Coríntios 5:21; Marcos 10:45). Os sacerdotes levíticos (capítulos 8 a 10), prefiguravam o serviço fiel de Cristo ao efetuar a reconciliação pelos pecados do povo (Hebreus 2:17). As leis da limpeza e purificação (capítulos 11-15) deviam constituir-se em lembranças perpétuas do arrependimento e da separação da impureza, que deve caracterizar os redimidos (Lucas 13:5), enquanto o dia culminante do culto de expiação (capítulo 16) proclamava o perdão de Deus para os que se humilhassem mediante uma entrega fiel a Cristo, o qual proporcionaria acesso ao próprio céu (Hebreus 9:24).
Mas a salvação não é apenas separação do mal: abrange uma união positiva ao que é bom, justo. De modo que a segunda metade do Levítico (capítulos 17-27) apresenta uma série de padrões práticos do que o homem deve aceitar a fim de viver uma vida santa. Esta conduta prática inclui expressões de devoção em assuntos cerimoniais (capítulo 17), na adoração (capítulos 23 a 25), mas giram em torno de assuntos de conduta diária do amor sincero a Deus, e citando desta parte do Levítico: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (19:18).
Em sua forma, Levítico existe principalmente como legislação expressa por Deus: “Chamou o Senhor a Moisés e… disse: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes…”(1:1-2), As duas narrativas históricas (capítulos 8 a 10 e 24:10-22) servem-nos de pano de fundo para assuntos de caráter legislativo: e a única variante em sua forma, o sermão final de exortação de Moisés (capítulo 26), é seguido de um apêndice de leis que regulam matérias que em si mesmas não são obrigatórias (capítulo 27).
AUTOR
Em mais de 50 pontos em seus 27 capítulos, o Levítico afirma ser palavra de Moisés dirigida por Deus. O Novo Testamento também cita o livro ao dizer: “Ora, Moisés escreveu…”(Romanos 10:5). Os críticos que relegam o Levítico a um milênio depois de Moisés, fazem-no a expensas da integridade da evidência bíblica. As Sagradas Escrituras descrevem o Levítico como livro dado a Israel pouco depois que os israelitas foram adotados como o povo da aliança de Deus (Êxodo 19:5). Fora-lhes dada a lei moral básica, o Decálogo (Êxodo 29:43; 40:34). A seguir, vem o Levítico, segundo Deus o havia prometido (Êxodo 25:22), como guia para a conduta e para a adoração. Sua legislação e seus acontecimentos abrangem tão-somente algumas semanas de tempo, desde o levantamento do tabernáculo por parte de Moisés (Êxodo20:17), até à partida de Israel do monte Sinai, menos de dois meses depois (Números 10:11), no mês de maio de 1445 a.C., segundo datas fixadas pela maioria dos exegetas evangélicos.

J. Barton Payne
Doutor em Teologia

Êxodo

ÊXODO/SÍNTESE

Assim como Gênesis é o livro dos começos, Êxodo é o livro da redenção. O livramento dos israelitas oprimidos do Egito é tipo de toda a redenção. (I Coríntios 10:11). A severidade da escravidão no Egito (tipo do mundo) e Faraó (um tipo de Satanás) Exigiam por assim dizer, a preparação do libertador Moisés (2:1-4:31), um tipo de Cristo. A luta com o opressor (5:1-11:10) culmina com a partida (grego, êxodo ou saída) dos hebreus do Egito. São remidos pelo sangue do cordeiro pascoal (12:1-28) e pelo poder de Deus manifestado na travessia do mar Vermelho (13:1-14:31). A experiência da redenção, festejada mediante o cântico triunfal dos redimidos (15:1-21), é seguida pela prova que têm de enfrentar no deserto (15:22-18:27). No monte Sinai a nação redimida aceita a lei (19:1-31:18). O não depender da graça conduz a infração e à condenação (32:1-34:35). Contudo, triunfa a graça de Deus ao ser dado ao povo o tabernáculo, o sacerdócio e os sacrifícios, mediante os quais o povo redimido podia adorar o Redentor e ter comunhão com ele (36:1-40:38).
AUTOR
Embora o livro de Êxodo não declare em nenhum lugar que Moisés fosse seu autor in toto, toda a lei abrangida pelo Pentatêuco, que compreende principalmente a parte que se estende desde Êxodo 20 e atravessa o livro de Deuteronômio, declara mediante termos positivos e explícitos seu caráter mosáico. Afirma-se que Moisés é o escritor do livro do pacto (capítulos 20 a 23) que abrange os dez mandamentos bem como os juízos e as ordenanças que os acompanham (24:4, 7). Afirma-se que o assim chamado código sacerdotal, que se ocupa do ritual do tabernáculo e do sacerdócio que figura no restante do livro do Êxodo (exceto os capítulos 32 a 34), foram dados diretamente por Deus a Moisés (25:1, 23, 31; 26:1, e assim por diante). O levantamento do tabernáculo apresenta-se como um trabalho “segundo o Senhor havia ordenado…”Tanto esta terminologia como outras semelhantes aparecem muitas vezes nos capítulos 39 e 40. A paternidade literária mosaica é igualmente ressaltada numa destacada seção narrativa: a vitória de Israel sobre Amaleque (17:4). Em uma referência tomada do capítulo 3 do Êxodo, o Senhor Jesus denomina o Pentateuco em geral e o Êxodo em particular, “o livro de Moisés” (Marcos 12:26). A atual exegese conservadora, bem como a tradição, sempre afirmaram que Moisés é o autor. As teorias de alguns críticos não nos oferecem substitutivo adequado para a autenticidade mosaica.

Merrill F. Unger
Doutor em Filosofia e Letras

Gênesis

GÊNESIS/SÍNTESE

Gênesis pode ser descrito com exatidão como o livro dos inícios. Pode ser dividido em duas porções principais. A primeira parte diz respeito à história da humanidade primitiva (caps. 1-11). A segunda parte trata da história do povo específico que Deus escolheu como o Seu próprio (caps.12-50), para si. O autor apresenta o material de forma extremamente simples. Oferece dez “histórias que podem ser prontamente percebidas segundo o esboço do livro. Algumas dessas histórias são breves e muito condensadas, mas, não obstante, ajudam a completar o conteúdo. É bem possível que o autor do livro tenha empregado fontes informativas, orais e escritas, pois seus relatos remontam à história mais primitiva da raça humana. Embora muito se tenha escrito sobre o assunto das possíveis fontes literárias do livro de Gênesis, há muitas objeções válidas que nos impedem de aceitar os resultados da análise destas “fontes”.
O livro de Gênesis salienta, por todas as suas páginas, a desmerecida graça de Deus. Por ocasião da criação do munto, a graça se exibe na maravilhosa provisão preparada por Deus para as Suas Criaturas. Na criação do homem, a graça de Deus se manifesta no fato que ao homem foi concedida até mesmo a semelhança com Deus. A Graça de Deus se evidencia até mesmo no dilúvio. Abraão foi escolhido, não por merecimento, mas antes, devido ao fato de Deus ser cheio de graça. Em todos os seus contatos com os patriarcas. Deus exibe grande misericórdia: sempre recebem muito mais favor do que qualquer deles poderia ter merecido.
Há uma outra importante característica do livro de Gênesis que não se pode esquecer, a saber, o modo eminentemente satisfatório pelo qual responde nossas perguntas sobre as origens. O homem sempre haverá de querer saber como o mundo veio à existência. Além disso, sente bem dolorosamente o fato de que alguma grande desordem caiu sobre o mundo, e gostaria de saber qual a sua natureza; em suma, preocupa-se em saber como o pecado e todas as suas tremendas consequências sobrevieram. E, finalmente, o homem precisa saber se existe alguma esperança básica e certa de redenção para este mundo e seus habitantes de que consiste essa esperança, e como veio a ser posse do homem.

AUTOR

Ninguém pode afirmar com absoluta certeza que sabe quem escreveu o livro de Gênesis. Visto que Gênesis é o alicerce necessário para os escritos de Êxodo a Deuteronômio, e visto que a evidência disponível indica que Moisés escreveu esses quatro livros, é provável que Moisés tenha sido o autor do próprio livro de Gênesis. A evidência apresentada pelo Novo Testamento contribui para essa posição (cfe. especialmente João 5:46-47); Lucas 16:31; 24:44). Na tradição da Igreja, o livro de Gênesis tem sido comumente designado como Primeiro Livro de Moisés. Nenhuma evidência em contrário tem sido capaz de invalidar essa tradição.
Traduzido por João Bentes, da Holman Study Bible, publicada pela A. J. Holman Co. de Philadelphia, Pa (EUA), cfe. A Bíblia Vida Nova, S.R. Edições Vida Nova, São Paulo, Brasil, 1980.

Textos específicos

Textos específicos

A alimentação dos Quatro mil: Mateus 15:32-39, Marcos 8:1-9;
A circuncisão de Jesus; a purificação de Maria: Lucas 2:21-40;
A cura da filha da mulher cananeia: Marcos 15:21-28, Marcos 7:24-30;
A cura de dois cegos: Mateus 9:27-34;
A cura de um hidrópico; a festa das bodas: Lucas 14;
A cura do cego: João 9;
A cura do servo do centurião: Mateus 8:5-13;
A divindade de Jesus: João 1:1-5; 9-14;
A festa dos Tabernáculos: João 7:2-9;
A genealogia de Jesus segundo a família do pai e da mãe: Mateus 1:1-17, Lucas 5:23-38;
A mulher surpreendida em adultério: João 8;
A oferta da viúva: Marcos 12:41-44, Lucas 21:1-4;
A oração intercessora de Jesus: João 17;
A parábola das bodas: Mateus 22:11-14;
A parábola dos dois filhos: Mateus 21:28-32;
A porta estreita: Lucas 13:23-24;
A respeito do divórcio: Mateus 19:1-12;
A ressurreição de Lázaro: João 11:38-44;
A ressurreição do filho da viúva: Lucas 17:11-17;
A maldição da figueira: Mateus 21:18-22, Marcos 11:12-14;
Advertência contra os fariseus e os escribas: Marcos 12:38-40; Lucas: 20:45-47;
Alguns gregos desejam ver a Jesus: João 12:20;
As bem-aventuranças: Mateus 5:1-12, Lucas 6:20-36;
As parábolas das virgens e dos talentos; descrição do último juízo: Mateus 25;
Censura às cidades de Corazim e Betsaida: Mateus 11:20;
Contra a hipocrisia, o medo e a avareza: Lucas 12;
Deve-se evitar os tropeços: Lucas 17;
Exortação ao arrependimento: Lucas 13:1-17;
Introdução de Lucas: Lucas 1:1-4;
Jesus afirma que é divino: João 5;
Jesus com Nicodemos: João 3;
Jesus começa seu discurso de consolação: João 14;
Jesus comissiona seus discípulos e sobe ao céu: Mateus 28:16-20, Marcos 16:15-18.
Jesus consola os discípulos: João 16;
Jesus em Jerusalém: João 7:10;
Jesus ensina a misericórdia: Mateus 7:1-29;
Jesus ensina a orar: Mateus 6:9-13;
Jesus ensina em Nazaré: Mateus 13:54-58, Marcos 6:1-6;
Jesus fala de sua carne como alimento: João 6:54-56;
Jesus lava os pés dos discípulos: João 13;
Jesus na festa dos Tabernáculos: João 7:14;
Jesus volta à Galiléia: Mateus 9:35;
Jesus, a videira verdadeira: João 15;
Jesus, o Bom Pastor: João 10:1-21;
João Batista é decapitado: Mateus 14:6-12, Marcos 6:27-29;
Judas se enforca: Mateus 27:3-10;
Lázaro adoece: João 11:1-16;
Maria corre o risco de ser rejeitada: Mateus 1:18-19;
Mensagem de João Batista a Jesus: Mateus 11:2-19, Lucas 7:18-35;
O fermento dos fariseus: Mateus 16:1-12, Marcos 8:11-21;
O juiz injusto; o fariseu soberbo: Lucas 18:1-14;
O menino Jesus no meio dos doutores: Lucas 2:41-52;
O mordomo injusto; o rico e Lázaro: Lucas 16;
O nascimento de Jesus: Lucas 2:1-20;
O pedido dos filhos de Zebedeu: Mateus 20:20-28, Marcos: 10:35-45;
O primeiro milagre de Jesus: João 2;
O regresso dos setenta: Lucas 10:17;
O regresso dos setenta: Lucas 10:17;
O testemunho de João a respeito de Jesus: João 1:19;
Obreiros na vinha: Mateus 20:1-16;
Opinião de Herodes a respeito de Jesus: Lucas 9:7-9;
Os Magos: Mateus 2;
Os setenta são enviados: Lucas 10:1-6;
Outras aparições de Jesus e sua conversa com Pedro: João 21;
Parábolas da ovelha e a moeda perdidas; o filho pródigo: Lucas 15;
Predição do nascimento de João Batista e de Jesus: Lucas 1:5-17;
Tradições Ímpias: Mateus 15:1-20, Marcos 7:1-23;
Um escriba promete seguir a Jesus: Mateus 8:18-22;
Uma mulher unge a Jesus: Lucas 7:36-40;

A Bíblia

A BÍBLIA

Eu, a Bíblia, estou em suas mãos. Quero ser uma bênção para você. Então atente para as verdades que lhe digo e para os conselhos que lhe dou ao pórtico de qualquer leitura de minhas páginas:

1. sou o Livro dos Livros Nenhuma criação ou obra humana se sobrepõe a mim, porque sou a palavra inspirada do Senhor (II Tim. 3:16);

2. não sou livro de ciências, embora a elas faça algumas referências: sou o livro do coração de Deus para o seu coração carente de alimento espiritual. (Sal. 42:1-2);

3. apresento cenas, painés, histórias, provérbios, poesias, lutas de reis, fatos sociais vulgares, intrigas palacianas, atitudes nobres, procedimentos vis, fracassos e vitórias de grandes personalidades, santos e ímpios, e faço-o com inteira imparcialidade. Sou a verdade (João 17:17);

4. entro em aposentos de reis e príncipes, em casebres paupérrimos, em escritórios de sábios e de inteligências menos aquinhoadas, para lhes anunciar o maior amor, o amor de Deus em Cristo Jesus. Sou o livro mais popular do mundo (Is 11:9)

5. vivo na mente e no coração de milhões de criaturas. Se eu desaparecesse da face da Terra agora, grande parte do que tenho e sou seria reconstituída por leitores meus e crentes piedosos que não se envergonha de mim (Rom 1:16);

6. desejo ser pão para a sua fome da verdade (João 6), água para a sua sede de vera Justiça (Atos 17:3), bálsamo para as suas angústias e sofrimentos morais (Mt 11:28), bússola para todas as suas peregrinações neste mundo (Sal 119:19);

7. por mim aprenderá que há um Deus só, um Mediador entre o Pai e você (I Tim 2:5), um Mestre e Senhor (João 13:13) – JESUS. Esperança nossa (I Pe 1:3). Amigo sem par (João 13:1);

8. Moisés teve de tirar as sandálias dos pés para pisar a terra santa (Ex 3:5). Descalçar as sandálias da vaidade humana, porque vai meditar na Catedral do Espírito. Em mim fala o Senhor (1:2);

9. não me manuseie com altivez acadêmica, mas com humildade, com o santo propósito de ouvir a mensagem de Cristo, a luz do Mundo (João 8:12). Diga como o jovem Samuel: – “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve”. (I Sam 3:5, 10);

10. com oração e sossego, com amor e fé, com singeleza de coração, aproxime-se de mim e o Deus da verdadeira Paz será com você eternamente (Fil 4:9).

Autor Desconhecido

A história de Jesus

A História de Jesus

A Vida de Jesus

O nascimento de Jesus – Mateus 1.18-2.15; Lucas 2.1-20
Jesus é apresentado no templo – Lucas 2.2 1-40
O jovem Jesus – Lucas 2.41-52
O batismo de Jesus – Mateus 3; Marcos 1.1-11; Lucas 3.21,22
A tentação de Jesus – Mateus 4.1-11; Marcos 1.12-13; Lucas 4.1-13
Jesus chama seus primeiros discípulos – Mateus 4.18-22; Marcos 1.16-20; Lucas 5.1-11
Jesus escolhe os doze apóstolos – Mateus 10.1-4; Marcos 3.13-19; Lucas 6.12-16
A transfiguração de Jesus – Mateus 17.1-13; Marcos 9.2-13
A Morte e Ressurreição de Jesus
A entrada triunfal em Jerusalém – Mateus 21.1-11; Marcos 11.1-11; Lucas 19.29-44; João 12.12-19
A última ceia de Jesus – Mateus 26.17-35; Marcos 14.12-26; Lucas 22.1-38
Jesus ora no Getsêmani – Mateus 26.36-46; Marcos 14.32-42; Lucas 22.39-46
Julgamento e crucificação de Jesus – Mt 26.47-27.66; Marcos 14.43-15.47; Lucas 22.47-23.56; João 18-19
A ressurreição de Jesus – Mateus 28.1-10; Marcos 16; Lucas 24.1-12; João 20
O grande comissionamento – Mateus 28.16-20
A ascensão de Jesus – Lucas 24.50-53; Atos 1.1-12