II TIMÓTEO

SÍNTESE

A segunda epístola a Timóteo é, cronologicamente, a última na ordem das três epístolas pastorais. Exala uma atmosfera diferente das outras duas. Na primeira epístola a Timóteo e na carta a Tito, o apóstolo Paulo encontra-se livre para formular planos de viagem e transferir-se de um lugar para outra à vontade. Nesta epístola está preso e seu fim aproxima-se rapidamente (4:6). Não se sabe onde Paulo foi preso a segunda vez, nem por que motivos. Escreve a segunda epístola a Timóteo aparentemente de Roma, onde espera ser executado. Todos o abandonaram, exceto Lucas. Está desejoso de que Timóteo, que se encontra provavelmente em Éfeso, vá a Roma antes do inverno. Todavia, em face de suas próprias circunstâncias, prefere que Timóteo cumpra o ministério para o qual foi chamado. O conteúdo da carta é rico e variado, e inclui vários apelos comovedores, especialmente em vista da situação na qual o apóstolo se encontra. Quatro incumbências e ordens se fazem especificamente a Timóteo, as quais se relacionam principalmmente com sua vida pessoal na qualidade de ministro. A ameaça dos ensinamentos falsos adquire muita importância, tanto nesta carta como na primeira dirigida a Timóteo.

AUTOR

As circuntâncias do escritor, sua teologia, seu vocabulário e seu estilo revelam que as três epístolas pastorais foram escritas pelo mesmo indivíduo. Se o apóstolo Paulo escreveu a primeira epístola a Timóteo, é igualmente o autor da segunda. Considerando-se que esta epístola foi escrita pouco antes da morte do apóstolo, poderia dar-se o ano 64 a.C. como provável data.

Walter W. Wessel
Doutor em Filosofia e Letras

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